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Marketing de Diversidade na prática


O cenário mundial tem aberto espaço para discussões sobre a importância de valores e ações que fomentem a construção de uma sociedade com maior equidade de oportunidades de acesso a bens e serviços. Desigualdades existem há séculos e, provavelmente, ainda existirão por um bom tempo.


No entanto, a transformação digital tem amplificado o tema inclusão social, e traz consigo o potencial de permitir que o indivíduo tenha um papel de protagonismo na construção de uma sociedade mais sustentável. Basta lembrar quantas causas tiveram visibilidade nas mídias sociais e viralizaram com o apoio de figuras públicas/influencers.


As ações coletivas buscando melhorias que promovam diversidade e inclusão para mulheres, negros, comunidade LGBTQIA+, maduros 60+, e para tantos outros grupos que têm pouca representatividade em ambientes corporativos e midiáticos, são formas de expressar a unicidade de uma sociedade e necessidade de mudança até mesmo nas estratégias de marketing de diversidade das empresas.


Grandes marcas trabalham com questões ligadas à inclusão social, desenvolvendo não apenas políticas corporativas, mas ações que facilitem a implantação de reais condições igualitárias, seja na remuneração entre homens e mulheres, seja em pautas sobre gênero ou acessibilidade e oportunidades para PCDs.


Certamente marcas conhecidas descobriram, da pior maneira, os impactos econômicos e de imagem advindos da ausência de empatia, posicionamento e ações comunitárias.

A Nike — uma das marcas que teve um exponencial crescimento em 2020 — pensou fora da caixa e lançou o tênis GO FlyEase da linha FlyEase, composto por duas partes interligadas por meio de uma dobradiça, permitindo colocá-los e tirá-los sem amarrar o cadarço ou fecho. O modelo oferece praticidade e maior acessibilidade aos seus clientes.

Como ninguém tinha pensado em criar algo assim? A inspiração veio da história de Matthew Walzer, um jovem com paralisia cerebral, ao contatar a marca, dizendo ter o sonho de ir à faculdade sem se preocupar com alguém ter de amarrar o cadarço de seus sapatos todos os dias.


Ressalta-se que, apesar de se assemelhar ao discurso de cunho social, ele é mais voltado para o aumento de vendas do que para o ativismo. Pelo simples fato de ser a base de construção da própria fundamentação teórica do marketing, isto é, criar valor para vender.

O marketing de diversidade precisa estabelecer uma conexão com diferentes grupos no mercado, a fim de atualizar pontos de vista e não apenas corresponder ao politicamente correto e reforçar estereótipos.

  • Evite criar conteúdos apenas na semana da consciência negra, dia do índio, semana LGBTQIA+, etc. Insira esses conteúdos no seu calendário editorial com alta frequência.

  • Aloque um orçamento em mídia culturalmente relevante para atender públicos socialmente marginalizados.

  • Desenvolva estilos de comunicação inclusivos e autênticos. Aprender Libras é tão importante quanto inglês.

  • Invista em casting para vídeos e fotos de pessoas que de fato representam aquela comunidade e não apenas banco de imagem pronto e padronizado.

  • Procure personalizar o processo de diagnóstico de mercado com foco no perfil da persona, a fim de conhecer seus códigos culturais.

  • Promova a diversidade não somente em campanhas, mas na rotina de trabalho, formação da equipe, políticas internas, etc.

  • Procure veículos de mídia e parceiros que tenham uma comunicação e um time diversificado, assim, a probabilidade de você acertar nos pontos anteriores é maior.

Gostemos ou não, como líder de negócios, profissional de marketing digital ou contribuinte individual ao exercício da cidadania, precisamos entender qual o nosso papel no uso do digital por uma sociedade mais inclusiva. Além disso, essa pode ser a oportunidade perfeita de conquistar novos públicos. Vem com Noi! Pois o marketing de diversidade veio para ficar.


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